23.9.16

Doodle do Google e o telequete.

 El Santo.
Verdugo, de máscara, e Pé na Cova.

O novo doodle que o Google apresenta é uma homenagem ao lutador e ator folclórico mexicano, El Santo. No Brasil, existiu o Verdugo, personagem semelhante a El Santo e hilário para os padrões atuais. Ele era participante dos telequetes, lutas livres encenadas na TV, nos anos 60. Da mesma época, vem também o lutador e galã Ted Boy Marino. Me diverti muito com estas figuras na minha infância. Quando meus pais me deixavam ficar acordado até tarde para ver essas "violências."

5.5.16

Na prática a teoria é outra.


Alguns gestores, públicos e privados, repetem constantemente palavras como sustentabilidade, racionalização de recursos, visão de futuro etc. Gastam uma baba contratando consultorias e, na hora de executar, muitas vezes, comprovam que na prática a teoria é outra. A foto ao lado não é meramente ilustrativa. Plantaram palmeiras embaixo de uma rede elétrica. E depois fizeram uma poda assassina nas árvores. Contando ninguém acredita. Nem eu. Por isso tive que fotografar.

30.3.16

Faça-se a luz!

Um litro de luz, entre outras soluções criativas, elevaram Medellin de capital mais violenta do mundo à capital da inovação. Um brasileiro, Vitor Belota, também desenvolveu algo semelhante. Apenas com uma garrafa, água e alvejante, a engenhoca propaga luz do sol em diversos ambientes. Existe até uma ONG Litro de Luz atuando em 21 países. Saídas existem. Basta romper o cerco do capital retrógrado e excludente que monopoliza tudo em benefício de poucos. O capital, quando usado socialmente, vem melhorando a vida das populações, com reflexos em toda sociedade, em várias regiões do mundo, da África à América Latina. Fiat lux!


11.3.16

Juízes querem prender amigo de Esquilo.


 “A condução coercitiva será aplicada a Sófocles, afirmam juízes de São Paulo”, noticia a TV M. De acordo com a emissora do símbolo da bola, o suspeito de corrupção acumulou o cargo de jogador da Seleção Brasileira e dramaturgo, sem declarar ao Leão (que não era técnico na altura). “Dizem que o corrupto andava com um comunista de codinome Esquilo. E ainda espalhou aquela história anticristã do filho que pegou a mãe. “Mais provas, impossível! Está (quase) tudo na Wikipedia”, chuta a TV da bola.

1.12.15

O futuro, infelizmente, já chegou.


Pequim alcançou índices de poluição 25 vezes acima do teto fixado pela OMS, Organização Mundial de Saúde. É manchete nos jornais deste começo de dezembro.

A cidade chinesa sofre hoje o triste amanhã que o empresariado pré-histórico sempre afirma que nunca chegará.

Esse mundo onde pessoas vivem mascaradas enquanto poucos engordam contas bancárias, quase incalculáveis, foi e ainda é considerado por eles, os donos de tudo, como hipérbole de esquerdistas e ambientalistas extremistas e sonhadores, hippies etc.

Infelizmente, para milhares de pessoas e para o planeta, essa é a realidade. Nada de sonho. Privação extrema.

Algumas populações não têm direito nem ao ar. 

A terra vai sofrendo mutações promovidas por um tipo de desenvolvimento irresponsável.

Se é que podemos chamar esse lixo de desenvolvimento. 

É um pesadelo sob a densa névoa da ganância industrial e financeira.

Desenvolvimento promove a vida com qualidade. E não a morte.

O futuro chegou cavalgando bestas.

9.11.15

Pra não dormir no ponto.


Ação bem-humorada realizada em uma estação do Metrô em São Paulo promove marca de café de forma inusitada: fazendo as pessoas bocejarem.

Como, em geral, a publicidade busca linguagens e mensagens impactantes, que façam o produto bombar, que agitem etc., o bocejo foi nesse mesmo sentido, mas, com apelo oposto. O avesso do avesso...

O que nos faz refletir que, em comunicação, sempre há uma saída diferente para criativos,  campanhas, anunciantes e público não dormirem no ponto. A criação é da Lew'Lara/TBWA.

5.11.15

Ciclistas iluminados.


A galera que anda pedalando, ziguezagueando entre veículos de quatro rodas, vai gostar dessa novidade, verdadeira luz no caminho. A Volvo lançou na Europa uma tinta spray que só fica visível diante dos faróis dos carros. Pode-se pintar a bicicleta, a mochila, enfim, o que se quiser, que ela vai "acender" na noite, facilitando a visibilidade dos motoristas, contribuindo para diminuir acidentes. Confira o vídeo:http://marketingguerrilha.com.br/volvo-lanca-o-lifepaint/

13.10.15

Quantos tons tem um golpe?

Golpe branco, e não verde-oliva, é uma expressão que está em uso para marcar o movimento orquestrado entre alguns partidos e segmentos da mídia, principalmente as grandes corporações midiáticas que defendem o Estado mercantilista em detrimento de conquistas sociais mínimas que ainda engatinham. Grupos que nunca perderam para quem veste camisas mais populares, não se conformam. Os partidos que defendem o golpe foram derrotados pelo voto do povo em quatro eleições presidenciais seguidas, contra o partido da presidenta. Talvez daí venha tanta raiva... Como se fossem donos da bola, querem levar a Constituição só para seu lado, para jogarem sozinhos, porque perderam o jogo. Fazem isso porque não querem aguardar outro tempo da partida para na próxima eleição tentarem substituir o atual governo... pelo voto. Democraticamente.

As gigantescas fábricas de notícias, muitas vezes obrigadas por Lei, desmentem timidamente, para poucos saberem, as suspeitas que alardeiam em grandes e sucessivas matérias para muitos influenciar. Por que não dão o mesmo destaque a outros partidos e políticos da oposição, também suspeitos de corrupção em vários níveis? Por que muita gente não vê,  lê, escuta e compartilha que o presidente do Congresso e tantos outros políticos da oposição estão envolvidos ou investigados por crimes diversos há tanto tempo? A corrupção é para ser combatida só de um lado do campo?  Como pode fatos semelhantes, em um Estado democrático, serem tratados de forma tão desigual? A quem interessa esse tipo suspeito de conduta, o tal golpe branco? Crime é crime! Se for provado, o criminoso, de qualquer sigla partidária, tem que pagar pelos seus atos. Um mesmo crime, cometido por partidos ou pessoas diferentes, não pode ser propagado pela mídia, nem julgado por ninguém, de forma diferente, a favor de grupos, ao sabor de interesses particulares e econômicos. Democracia é justiça. Golpe de qualquer cor é golpe.

Saiu na imprensa:

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2015/10/13/dono-de-banco-suico-btg-pactual-doou-r-500-mil-a-campanha-de-cunha/

20.8.14

Voto 666 (ou 333)

Tem candidato(a) nesta eleição usando fotografia tão retocada que dá a impressão que é a mesma das disputas do movimento secundarista, quiçá da matrícula da admissão (antigo teste que se fazia para ingressar no curso ginasial). É o voto xô, assombração! Pé de pato, mangalô, três vezes!

28.7.14

Os "máscaras" da eleição.

Neste tempo de Carnaval, ops!, quero dizer eleitoral,  o que a gente mais vê e escuta são propostas e alguns candidatos maquiando sua candidatura para ganhar o voto a todo custo. Isso me parece um tipo muito particular de apropriação escusa: o roubo dos símbolos. Uma fantasia velha, mas, que todo ano desfila em muito palanque.

Quem olhar mais atentamente vai perceber que alguns candidatos e partidos políticos se apropriam de cores, slogans e propostas que nada têm a ver com suas trajetórias. Uns dizem que defendem o desenvolvimento sustentável; outros fecham o punho e bradam a favor da qualidade de vida para os setores menos favorecidos da sociedade e há quem tente passar por defensor das - cada vez maiores - minorias.

No entanto, basta levantar a pontinha do tapete da vida política ou pessoal desses mascarados para constatar que eles fizeram e fazem exatamente o contrário do que representa o símbolo que tentam usurpar. Alguns são legítimos herdeiros das oligarquias que cultivam falcatruas desde que aqui aportaram com as primeiras caravelas. Outros não têm brasão, mas já aprenderam as artimanhas da maquiagem ideológica.

A história está repleta de exemplos que mostram claramente o risco que representa o estelionato simbólico. Alguns bem trágicos, como o nazismo. Para quem ainda não sabe ou para quem esqueceu, a suástica é um símbolo que representou a vida, a renovação, o crescimento e a fertilidade em várias culturas milenares. Depois que os seguidores de Hitler a empunharam em bandeiras e fardas, passou a traduzir intolerância, prepotência e morte. Sem falar em muitas propostas defendidas pelos partidos comunistas daquela época que foram bradadas pelo nacional socialismo alemão para ludibriar a sociedade.

Antes de dar o seu voto, uma verdadeira procuração para que alguém atue em seu nome – procure conhecer o que está além das aparências e do discurso fácil de muitos candidatos. Não permita que os lalaus de símbolos tão caros à humanidade cheguem ao poder ou se perpetuem nele. Afinal, eleição, poder, política e futuro não são brincadeira de Carnaval.

Parte desse texto foi publicada pela primeira vez em 2006 quando criei o Comunicausos. Infelizmente, continua atual.

6.1.14

Maxixada do ano novo


Almocei fartamente milhares de calorias bem temperadas pela minha mãe e regadas com cerveja, da boa e geladíssima. De quebra, a melhor sobremesa do mundo: sem culpa! E ainda tive o auxílio luxuoso do cochilo durante a tarde. Foi quando pensei ou sonhei que quase ninguém tem mais tempo de viver, saboreando trivialidades e curtindo o simples prazer de ser feliz com elas. Não estamos pagando um preço muito alto pela vida que escolhemos ou nos forçamos a ter? Será que passar o dia trabalhando, tomando remédio e fazendo terapia para aguentar o trabalho que nunca tem dia nem hora para acabar, estudar para concurso ou promoção no emprego, pagar cada vez mais contas e se matar por um aumento para poder pagar mais contas, comprar outro carro novo porque o carro novo já ficou ultrapassado, dormir o suficiente apenas para repetir tudo isso no outro dia é o novo significado da palavra viver? Acho que por isso as novelas fazem tanto sucesso: são a mesmice com sabor de saudade da vida que há tempos se perdeu. Eita maxixada boa que minha mãe fez!

16.12.13

Desenvolvimento sustentável...

Do jeito que a expansão imobiliária descontrolada no Hellcife, quiçá em todo Pernambuco, aperta os poucos espaços urbanos que restam, talvez este seja o conceito de desenvolvimento sustentável que vai embasar todos os empreendimentos em um futuro muito próximo. Falta planejar, em conjunto com os poderes públicos, o que vai acontecer com os esgotos que já transbordam nas ruas, os engarrafamentos, a poluição, os apagões, o estresse, a falta de paisagens...

19.11.13

Bom dia por quê?

Não é que eu seja um cabra pessimista ou ranzinza. Mas, fica difícil acordar sorridente com esgoto transbordando na frente do prédio. Isso, sim, é um bom dia merda. Driblando os dejetos, o cidadão ainda leva uma hora de carro para chegar a qualquer lugar que uma caminhada de 20 ou 30 minutos resolve. Por isso, caminho... "E no meu caminho o tempo é cada vez menor..." E o espaço urbano também. A especulação imobiliária e a ausência do poder público estão entupindo poéticas vielas - e toda urbes! - com mais e mais prédios e, consequentemente, mais carros que não têm lugar nas garagens. Sem falar no coco classe A jorrando dos esgotos que não comportam mais o volume de porcaria que estão fazendo. A quantidade de dejetos, de engarrafamentos, sujeira e fedentina é proporcional ao número de vezes que alguns políticos e empresários pronunciam "sustentabilidade". São verdadeiros urubus. Pior, são morcegos a sugar a qualidade de vida do presente e a coagular o caos em escala planetária para o futuro. Se construtoras, imobiliárias, governos, especuladores etc., ganham rios de dinheiro com o caos, porque não são obrigados a reduzi-lo. Deviam, no mínimo, dar uma contrapartida, ampliando a rede de esgoto, melhorando a mobilidade e cuidando da cidade. Enfim, fazendo dessa pocilga urbana um lugar limpeza. Só chupar o que é nosso, não dá, né bando de morcegos?! Ozzy neles!

1.10.13

Música tatuada na alma.


Não sou músico, mas, tenho a música em mim. Vivo e sinto cada hora do dia solfejando alguma melodia que chega sabe-se lá de onde, nem porquê. Sei que faz meu dia a dia mais feliz, embala os bons momentos e ajuda a superar os desafios, tristezas miúdas e afazeres rotineiros. Pelos caminhos da música encontrei amigos e consolidei amizades que já rendem bons compassos há várias décadas. Hoje é dia de celebrar os “amigos bons”, como diz o compositor Junio Barreto. Noite de curtir Beatles, com uma banda cover formada por feras como Barone, do Paralamas, Leoni, Dado Vila Lobos e outros. Além da sempre arrojada direção musical de Liminha. Tenho a sensação que a primeira coisa que ouvi na vida foi o Quarteto de Liverpool. Eles fazem a trilha sonora das minhas lembranças mais antigas, acho que, de um jeito ou de outro, até dos primeiros momentos da minha chegada ao mundo. Estão tatuados na minha emoção com suas melodias e arranjos sofisticadamente simples ou simplesmente sofisticados. Alguém, talvez em um momento de arrebatamento musical, disse que “aonde quer que se vá os Beatles já estiveram lá!” E eu estarei lá, hoje, realimentando minha alma com suas canções ao lado de alguns amigos bons. Come together!